sábado, 31 de janeiro de 2015

Eu sou... Eu sei!

Lá no Monte Horebe Moisés perguntou a Deus como deveria chamá-lo. 
Qual o nome deveria usar para intimidar faraó... 
O relato bíblico nos traz o Todo-Poderoso como Eu Sou o Que Sou. 
E imagino que havia uma necessidade pra tal definição divina. 
Para um povo cheio de questões, superstições...
Havia divindade pra tudo nessa vida, havia ritual pra qualquer situação.

Quem Deus seria? Intitulado de outra forma não seria o que É, seria mais um. E nem haveria forma distinta de apresentação. Imagino o diálogo:
"Você vem da parte de quem, Moisés?" 
"Aquele que me enviou é o grande Eu Sou!"
"Ele é o sol, a lua, a natureza? Ele é uma estrela cadente? Ou o mar impetuoso?"
"Não. Ele é! Ele é o que é. E nada o define. Nenhuma definição satisfaz, nada o contém! Ele é o que é e ninguém jamais o será."

E Eu Sou o Que Sou libertou o povo cativo... 
Os cativos, agora libertos, andavam para a Terra Prometida, mas ainda eram prisioneiros de suas lamentações. Questionando o Eu Sou o Que Sou sobre suas mazelas.
Eu Sou estava com eles. 
Eu Sou se compadecia deles. 
E eles diziam: "Eu Sou, você não sabe!"

Então, o todo-poderoso Eu Sou decidiu, não precisava, mas decidiu mostrar que sabia. 
Despiu-se de sua glória e veio ao mundo.
Nasceu e cresceu como homem. 
Amou e foi amado. 
Por pai e mãe foi educado.
Era obediente, dedicado.
Ficou em Jerusalém, deixando seu pai preocupado.
Passou fome, ficou cansado... 
Foi tentado. 
Ficou indignado.
Foi chicoteado, humilhado, traído, abandonado.
Estava esgotado. 
E já havia perdoado
Os que o tinham crucificado.
Dizendo ao Pai: "perdoai-os. Eles não sabem!"

Você está com o grande Eu Sou o Que Sou. Naquele dia, quando sua alma chora, sua dor trasborda... Nem falar é possível agora... 
Ele, com ternura, te olha e diz: "Eu Sei, meu filho. E você sabe que Eu Sei."

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