domingo, 28 de dezembro de 2014

Ihhhhh... Agora fedeu!

Diário de uma cearense que conta histórias dos outros...

Era uma vez uma jovem mocinha que precisava fazer exame de fezes... Não lembro bem qual a motivação, mas aparentemente se tratava de uma seleção pra alguma coisa... O que é muito estranho. Onde já se viu fazer exame de fezes pra uma seleção? Muito louco... Mas isso é bem coisa de antigamente...

Fiquei imaginando numa entrevista um diretor de colégio, por exemplo, informando pra um candidato que ele não estudaria no colégio porque não passou no exame de fezes. Ou uma pessoa de RH dizendo pra alguém que ela não trabalharia na empresa porque as fezes estavam meio moles, e isso representava que a pessoa era meio mole também! Sem noção...

Bom, voltando à mocinha... Ela tinha de fazer o bendito exame. Hoje nem é muito comum se fazer a avaliação fecal de um indivíduo... Mas ela tinha de fazer.  Não somente ela, mas todos os seus amigos... Que não lembro se eram da faculdade, ou se eram de um determinado trabalho, ou ainda se eram do colégio...

Antigamente não se entregavam nos laboratórios o recipiente estéril para a coleta do material, então as mamães dos examinados providenciavam um frasco, faziam uma assepsia padrão no recipiente e entregavam para a pobre criatura depositar seu excremento ainda fresco nele.

O procedimento de coleta é meio humilhante. Imagina, a pessoa depois de já ter anos de experiência com o sanitário, teria que usar o amigo penico. Depois, usando qualquer coisa que seria descartada depois, colhia o material e enchia o frasco dado pela mamãe da mais fresca e fedida merda que acabara de produzir.

Bom, o dito popular é verdadeiro quando diz que "quanto mais mexe mais fede", e com a mocinha não haveria de ser diferente. Ela mexeu, fedeu, colheu, colocou no frasco, bateu com a palheta pra ficar mais rente... E finalmente fechou o frasco cheinho de bosta.

Contente com a sua produção, caminha para o laboratório a fim de entregar sua obra prima.

O laboratório era perto da sua casa. O trajeto foi feito a pé mesmo. Ela, magrinha, andava confiante. Cantarolava e balançava um pacote nas mãos... Nem sonhava o que estava por acontecer!

Ao chegar lá encontrou todos os seus amigos. Falou com eles em breves palavras, esclarecendo que deveria entregar o material e que logo voltaria para "botar os papos em dia".

Chamou a recepcionista, respondeu um questionário cheio de perguntas indiscretas, entregou o pacote com o material colhido.

Faço uma pausa para um comentário adicional... É de conhecimento popular que fezes produzem gases. E é de conhecimento antigo que frascos para exames de fezes deveriam ter tampa de rosca, nunca tampa de pressão... Pois é! A pobre garotinha não tinha este conhecimento.

A vítima do laboratório, Ops, a recepcionista, abre o pacote... E booooommmmmmm! Explode uma bomba fecal.

Foi merda pra todo lado, quase como se jogasse no ventilador. Ninguém escapou, nenhum dos presentes saiu ileso. Foi uma chuva de mal cheiro e gotas marrons!

Não consigo nem imaginar a vergonha da garota, nem a indignação de quem ficou sujinho... Deve ter sido o mico da vida.

Pra completar o episódio, a recepcionista informou à bela cagona que havia sobrado um pouco de material no vidro, o suficiente pra fazer o exame. E que ela deveria voltar em três dias pra receber o resultado...

Obviamente ela nunca voltou! Não sem usar peruca, chapéu e óculos escuros!




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