sexta-feira, 27 de março de 2015

O mundo encantado da leitura

Diário de uma cearense que está viciada em leitura...

Um dia uma linda amiga minha, Naiana, fez uma declaração que eu nunca esqueci. E nunca vou esquecer... 

Foi no dia do meu aniversário. Ela chegou com uma carinha serelepe e um embrulho nas mãos. Eu achava que era um presente de aniversário. E ela estava certa de que era mais que isso.

Ela tinha razão! A Naiana, naquele dia, me presenteou com um mundo inteiro de possibilidades. E completou a sua entrega com a frase que me marcou: "eu não consigo dar presentes que não sejam livros..."

A frase sozinha não traz muita coisa de espetacular, mas os olhos dela traziam o encanto. O encanto mesmo! 

O encanto é o estado de espírito daquele que tem o hábito de passear por todos os mundos, a partir de todas leituras que se pode fazer. E era isso, na verdade, o que ela estava me trazendo de presente. Uma passagem para o universo da leitura, uma passagem para o lugar da imaginação... Neste lugar certamente eu também encontraria o encanto...

E de fato ela tem toda a razão... Qual presente melhor pra se entregar pra alguém que se ama? Imagina entregar o doce e puro prazer do encantamento. Ou um sonho... Ou o prazer de imergir em todas as possibilidades. Ou o mistério de conhecer o que se passa numa mente criativa. Ou ainda, de viver um personagem diferente... 

Se você ainda não tem o encanto eu imagino que deve sentir dificuldade em começar uma boa leitura, deve achar cansativo, enfadonho... Mas eu te garanto, depois que você descobre o mundo maravilhoso da leitura cada livro se torna também um amigo, um companheiro. E depois de lido, também um troféu, uma conquista, uma aventura... Um encanto vivido. Um momento curtido. Algo mais aprendido... E nunca mais apenas um livro.

sábado, 21 de março de 2015

Barra barra

Diário de uma cearense no RJ...

Bom dia, amigos. Há quanto tempo não escrevo por aqui... de certo que estive com muita preguiça de escrever, mas mais certo ainda é que não tinha aparecido um motivo de boa inspiração. Até ontem!

Eu estou no Rio de Janeiro. Na cidade do Rio, desde quinta-feira. Vim fazer um curso sobre Design Thinking durante o final de semana. Abra-se um parêntesis fictício para grifar que está sendo um excelente treinamento.

Bom, mas não é sobre o curso que quero falar com vocês, nem sobre a quantidade de tempo que não escrevo, mas sobre as descobertas que fiz estes dias.

Estou hospedada em um hotel na Barra da Tijuca. Não preciso nem dizer que que é podre de chique.

E tudo tem "barra" no nome. Principalmente tudo que quer ser chique. É  Barra Shopping, Barra fitness, Barra Village, Barra taxi, barra qualquer coisa.

Fiquei imaginando outras coisas que ficariam super "up" com "barra" no nome. Como Barra Açaí, Barra Sarrabulho, Barra Buchada, Barra pet, Barra tapioca, Barra Galinha Caipira...

Imagina que barra da saia, barra da calça aqui são hi-profile.

Falei tudo isso pra dizer qur o meu blog é chique. Olha: "http.: barra barra" www.diariodecearense.blogspot.com

Se é chique ter barra no nome, imagina ter duas barras no endereço eletrônico?

domingo, 8 de março de 2015

Dia das mulheres

Diário de uma cearense que iria receber flores no dia das mulheres.

Ele nunca me deu flores, mesmo em todos estes quase 10 anos... nem no dia dos namorados,  nem no meu aniversário, nem quando me pediu em casamento.  NUNCA!

Embora pareça uma coisa ruim pra maioria das mulheres, pra mim é mais um fato pra criar piada. Até porque a minha praticidade requer presentes mais funcionais que românticos.

Mas vejam, logo hoje,  dia 08.03.15, ele me surpreende.

"Bebinhaaaa, hoje é dia dar mulherrrr."

Ele passa a mão na minha cabeça e continua o discurso:

"Parabéns!!!"

Então vem a parte mais incompreensível e interessante:

"Tu quer uma rosa de vendedor de sinal de presente?"

Ora, bolas! Como assim? Quem já viu perguntar pra uma mulher se ela quer rosas... quanto mais afirmando que a origem é de vendedores oportunistas que ficam no semáforo...

Aí,  só o meu amor mesmo!

Feliz dia das mulheres!

sábado, 7 de março de 2015

Descobrindo o universo feminino

Diário de uma mulher que compreende o universo masculino... e é improvável que exista recíproca adequada pra esta afirmação.
Crescida em ambiente familiar de maioria composta por seres do gênero masculino aprendi a entender certas características dessa variação da nossa espécie.
Homens são seres compostos, em sua maioria, pelo genes mais distraídos, esquecidos e "avoados" da raça humana.
É improvável que uma mulher, multifocada e multifuncional, consiga ser plenamente compreendida pelos seus pares de  sexo oposto. E mais improvável que estes homens consigam se expressar satisfatoriamente num ambiente de maioria feminina.
Veja o diálogo: (verdadeiro. Aconteceu mesmo)
Homem: caramba! Uma amiga minha teve trombose por causa de anticoncepcional.
Mulher: foi mesmo?! Diane 35, foi?!
Homem: não. Lara. E eu acho que ela tem 22 anos!
(Momento liberado para a sua gargalhada mais gostosa)
Homens não entendem muito de mulher... Quer ver? Observe as duas questões abaixo e suas respostas na versão masculina e na versão correta.
1- TPM existe?
Homem: é frescura!
Correto: existe e é chato pra caramba. Desejo a cada homem que acha que é frescura uma TPM do tipo depressiva, auto-comiserativa, com direito a cólica intensa que irradia pros rins. Além de cansaço nas pernas e inchaço no corpo todo.
2- Por que mulher fala demais?
Homem: porque é mulher, ora!
Correto: porque o homem finge que ouviu na primeira vez. Como ele fingiu que ouviu obviamente não fez do jeito certo. Então, na segunda oportunidade, ela irá repetir umas cinco vezes pra ver se ele faz direito, nem que seja pra se livrar do falatório. 
Nota: às vezes nem repetindo trinta vezes o homem acerta o que deve ser feito!
Nessas diferenças de gênero não há melhor, nem pior. O que se tem é uma grande confusão.
Existe, inclusive, uma covardia gigantesca. O mundo masculino é previsível, lógico e racional. Com alguns exercícios, e, considerando o pensamento linear, conseguimos desvendar o enigma contido na maioria dos garotos. Entretanto, o nosso mundo é um mistério pra eles. E está longe de deixar de ser...
Eu continuo achando interessante... Porque enquanto não se desvendam os segredos a brincadeira continua e a diversão está garantida! Principalmente se as meninas estão com a vantagem!

domingo, 1 de março de 2015

Aula particular de regionalismos e sotaque

Diário de uma cearense no Rio: 

Convidaram-me pra um almoço! Instantaneamente eu aceitei...
Uma galera gente boa demais!
Não sei como o assunto começou, mas me empolguei em versar sobre os diferentes sotaques nordestinos.
Fiquei matutando sobre qual o motivo pelo qual metade do Brasil acha que a gente fala igual no nordeste inteiro.
É absurdamente diferente...
Cearense não fala oxente, fala oxe!
Cearense não fala arrastado, só engole as letras no final...
Cearense não fala "visse, meu bichim..."

A gente fala "aff", "valha", "pronto", "macho"...
É diferente porque cada um tem sua particularidade.
Nessa história caí na besteira de dizer que sempre que vinha pro RJ eu mudava de nome. Meu nome é Débora, meu povo. Não é Diébora! Só meus amigos fluminenses é que me chamam assim!
Hoje tentei corrigir, mas não tem jeito não!
Mas tudo bem, quem nasce falando "naisceu" pode me chamar de Diébora numa boa!

O curso de 6 sigma

Diário de uma cearense no Rio: o dia da prova...

Uma galera esteve comigo em Niterói-RJ para um curso de 6 sigma. Um experiência muito interessante.

Tudo começou não no dia da prova, mas nos dias que antecederam a ela...

Pânico generalizado. Imagine você passar 8 horas por dia ouvindo sobre ferramentas e análises estatísticas. E, pra completar, ainda saber que no último dia você vai fazer uma prova pra validar uma certificação, de nota mínima 7! Tenso, muito tenso...

Primeiro a gente começou a achar que era terrorismo, uma estratégia pra fazer a turma focar na aula. Deu certo, todos estávamos comprometidos em prestar o máximo de atenção em tudo...

Depois as coisas foram piorando. Somos apresentados a milhares de novos termos, novas técnicas, novas palavras... Uma verdadeira sopa de letrinhas pra deixar confusa qualquer mente, mesmo que brilhante.

Vejam só: DMAIC, ARMI, MPPI, Zst, Zlt, Z-Bench, sigma, variância, desvio padrão, capabilidade, ANOVA, 2-samplet, test-f, Levene... Aff! Coisa de doido!

O professor, que registro aqui que é de uma didática excepcional, tentou incansavelmente mostrar como era fácil. Acredito até que obteve sucesso, mesmo quando alguém perguntava aonde que era pra colocar o 1,5 pra virar o nivel sigma...

Mas nem tudo foi tão complicado, também teve momentos de diversão, de troca de experiência, de insights! Muito legal... A integração foi um fator diferencial deste curso, tanto que, na véspera da prova fizemos um happy hour com o professor...

Meu único medo era que eu tivesse que fazer um teste de normalidade e acabasse comprovando que não pertenço a uma distribuição normal...

Pra quem sabe o que estou falando, eu posso até não ser normal, mas com certeza eu sou um X vital!

Angra dos Reis - Capitulo 1

Diário de uma cearense no Rio: Angra dos Reis...

As pessoas pensam que é fácil pra mim escrever um episódio de diário, mas não é. Exige muito esforço cerebral...
Mas ontem o passeio foi muito rico de emoções que não vai faltar assunto.

Eu e a minha amiguinha Silvana decidimos ficar o final de semana no Rio pra aproveitar um pouco mais. Logo compramos a viagem de volta pra domingo, reservamos um hotel em Copacabana e procuramos passeios que nunca tínhamos feito por aqui. Decidimos então que iríamos para Angra dos Reis.
Tudo certinho, hotel pago, passeio pago. No horário a empresa de turismo estava na porta do hotel... E seguimos viagem.

O guia, João, muito simpático ganhou nossa atenção quando disse que adorava o Ceará... Mas o pobre coitado é a primeira vítima dessa conversa.
No site dizia que todos os passeios teriam guias bilíngües... Meio basicão, né?! Sqn...
Tinha um casal de venezuelanos no passeio. Tudo o que o João falava em português depois falaria em espanhol pro casal simpático entender. Mas eu nunca vi um espanhol tão esquisitamente falado.

Era aquela coisa assim: Buenos dias, às onssse e "méééia" será nuesssstroo passeio dêê barrrrrco. Alá "rrrrrua" xxxxx vamos...

Acho que o João aprendeu espanhol por correspondência, porque a idéia de traduzir pra ele era forçar algumas letras e pronto. Eu me acabava de rir... E a Silvana ficava me beliscando pra que eu parasse...

Bom, mas é só o começo...

João ia explicando o que tinha pelo caminho, toda história do local... Até que pegamos a estrada.

No meio do caminho paramos em Muriqui, distrito de Mangaratiba. Parada estratégica para um xixi break. Garanto pra vocês que foi uma ótima opção de parada, porque tinha o melhor pastel de beira de estrada do mundo todim... E o melhor biscoito de amendoim com nutella do universo. Recomendo!

Ficamos por lá uns vinte minutos (em espanhol do João: Vintêêê minucthos) e depois seguimos viagem pra Angra...

Aguardem as cenas dos próximos capítulos...

Angra - Ilha de Cataguases - Capítulo 2

Diário de uma cearense no Ro: Angra dos Reis

Pronto, chegamos em Angra. De cara a paisagem é linda.
João passa algumas instruções sobre o passeio e diz (em português e espanhol) que vai descer num ponto com um dos passageiros, o Tiago, pra que ele passe o cartão de crédito e que os outros deveriam ficar no carro a espera.
Adivinha quem não entendeu nada? O senhor venezuelano... Ele desceu da van e foi a maior luta pra fazer ele entender que era pra voltar.... Kkkkk
Por fim, depois de tanto espanhol mal-dizido, ele entendeu e voltou.
Seguimos tranqüilamente pra estação de barco, até que o casal de venezuelanos se perdeu! Putz... Emoções a mil.
Depois que encontramos todo o grupo embarcamos e esperamos o barco partir.
Nota sobre o barco: tinha um guia no barco que repetia seguidas vezes que aquele barco era o maior da região, o mais novo e moderno, e o único com toboágua... Eu acho que a repetição era pra convencer a gente, mas pra mim não fez diferença alguma. Porque balançava como os outros, fazia o mesmo percurso dos outros, era frio como os outros e o toboágua não foi usado, como nos outros...

Saímos da estação e começou a sessão de balançado. Primeira parada na Ilha de Cataguases. O primeiro sufoco do passeio, porque o desembarque era na água! Meu Deus! Quanta gente com medo de água! Se fosse no Ceará a meninada todinha tinha descido pulando do barco... E a turistada todinha com melindre pra descer.
Ilha linda, paradisíaca. Acho que tem um pouco mais de 100 metros de diâmetro. Água transparente, paisagem bela... O frio da água compensava o calor do sol! Banho maravilhoso...
Silvana se divertia nadando no raso que batia na canela... Explorando o local com muita satisfação!
Muito gostoso o banho. Eu mesmo estava ansiosa pela famosa praia da Lagoa Azul... E aproveitar o banho com uns peixinhos, mas isto é história pra outro capítulo.

Angra, Lagoa Azul e o frio - Capítulo 3

Angra dos Reis  -  Praia da Lagoa Azul.

Putz! Essa era a minha maior curiosidade! Imagina nadar com peixinhos de novo... Em menos de um mês depois que cheguei de Bonito-MS. Expectativas a mil...
Lembram do João? O guia bilingüe de meia-tigela? Pois é, mais orientações sobre o local e orientações sobre como descer e aproveitar o passeio. Ele disse pros venezuelanos "unoooo garrróto sacar a lá fotôô con lá camêrrrráá a barro da aguaaaa, con los peijitosss"... Olhei pra baixo pra não morrer de rir...
Nós contratamos o fotógrafo. Os venezuelanos não!
Foi coisa de R$ 50,00 pra mim e pra Silvana. Eu estava animada. A Silvana com medo!
Quando chegamos ao local descobrimos que o mergulho iria acontecer a partir do barco. Que era 4 metros de profundidade e que se alguém não soubesse nadar não era o dia pra aprender.
Eu desci e fiz minhas fotos. A Silvana ficou na escada, com medo de afundar! Putz!
O fotógrafo perdeu a paciência. E os outros passageiros também. Nada de ninguém subir, nem descer do barco. Tinha uma cabeça-chata com medo da água e do frio no meio do caminho.
Depois de meia hora, ela conseguiu colocar a cara na água pra tirar umas duas fotos.
Era pra sorrir, mas a Silvana só fazia cara de pânico. E eu ri demais. Não dava pra perder a piada.
Quando terminou a sessão de paparazzi marítima subimos pro barco e finalmente a Silvana liberou a passagem.
No momento que voltamos a nos sentar começou a bater o arrependimento... Um frio do quinto dos infernos começou a nos atacar. Roupa molhada, vento gelado e não tínhamos levado absolutamente nada pra secar o corpo. :p
Assim que o barco chegou na terceira praia, descemos correndo atrás de, literalmente, um lugar ao sol pra quarar! Parecíamos duas doidas correndo atrás da única fresta de sol que tinha na praia.
O pobre do João, que nessa hora corria desesperado atrás de nós, saía gritando "ei, Ceará, nunca viu sol não?!"
Por incrível que pareça até o sol era frexxxxco!
Sei não! A praia linda, o passeio muito bom, e um frio medonho! Mas valeu!

Angra, fome e 6 sigma - Capítulo 4

Angra dos Reis - Praia de Japariz.

Chegamos a esta praia por volta das 16h00, e esta foi a parada pro almoço.
Já estávamos com tudo cansado. Almoço cansado, praia cansada, roupa cansada, affff...
O cansaço já era tão grande que não dava pra aproveitar mais nada.
O jeito foi reparar na vida alheia. Observar os jeitos, os trejeitos...
Começamos a por em prática as análises estatísticas que aprendemos na semana. Separamos os casais com média estatística de beleza igual, e os que tinham um desvio padrão elevado, com baixo percentual de confiança.
Entendi que beleza pra alguns casais é um H○. Ou seja, o x não é vital.
A variância era grande, fazendo com que a curva normal fosse de pequena amplitude. O que nos dava a impressão de fazer parte do grupo...
A única coisa que faltou foi calcular o nível sigma, ou seja, a capabilidade... mas logo percebemos que zbench era negativo, que somando ao 1, 5 no máximo resultaria em nível sigma 0, 5.
Concluímos que aqui tem uma excelente oportunidade de melhoria e uma demanda reprimida para centros de estética.
Análise concluída. Plano de ação a definir...

Diálogos e experiências de primeira viagem pro RJ

Diário de um cearense no rio: 

Diálogo 1
Daniel diz "Bebinha, aqui é o Centro?", "não, amor, é Ipanena."
"Bebinha, aqui é o centro?", "não amor, é Botafogo."
"Bebinha, aqui é o Centro?", "não amor, aqui é o Catete." 
"Arre égua, todo canto aqui parece o Centro"

Diálogo 2
"Moço, quanto é esse bombom?" 
"O que é bombom?" 
"É isso aqui!" 
"Não, isso é uma bala" 
"Ai, quero mais não. Não sou nem canhão pra engolir bala..." 


Cachorro quente:

No Rio cachorro quente é tudo, menos cachorro quente. Pode ser com lingüiça, ou salsicha. Ainda pode ter purê de batatas, carne moída, batata palha, parmesão, milho verde, passas e, pasmem, ovo de codorna!
Uma completa salada. O pão tem que ser gigante pra caber tudo isso.
Óbvio que experimentei. Só não com todas as iguarias disponíveis.

Comida tipicamente fluminense:

Ainda não fomos apresentadas. Na verdade, tudo o que se come no RJ é fácil de se encontrar no resto do país inteiro, mesmo que com outro nome. Exceto duas bebidas: Mate gelado e Guaravita (ou guaraviton)
Agora se tem uma coisa que eles amam é mate gelado. No RJ tem franquias de fast food de mate. Vende-se mate na grande maioria dos restaurantes. Bebe-se mate para acompanhar pão de queijo, ou qualquer outra coisa... No resto do Brasil se bebe mate gelado, mas o mate gelado daqui tem um gosto diferente...

E Guaravita é uma bebida em gás, à base de guaraná (a frutinha)... dooooooceeeeeeeeeeeeeee! Mas o povo aqui ama! Fazer o quê? Prefiro suco de cajá ou de graviola.

Paradigmas e paradoxos


A palavra paradigma vem do latim paradigmum... Mentira! Já ia criar um novo paradigma pra você. De fato, paradigma é a palavra que define tudo o que se torna padrão a ser seguido, um modelo a ser repetido, uma verdade estabelecida...  

Mas os paradigmas devem ser questionados. Quebrar um paradigma já é uma grande quebra de paradigma, o que nos leva aos paradoxos. E são os paradoxos que geram as reflexões, que, por sua vez, geram novos aprendizados. E que, por consequencia, definem novos paradigmas... Os quais serão questionados um dia. 

Paradoxo é uma opinião contrária. Uma visão diferente do padrão. 

Há paradigmas que contém verdadeiros e sutis paradoxos. Vejam: "toda unanimidade é burra." Este é uma paradigma meio paradoxal. Pois, se toda unanimidade é burra esta também o é.

Outro paradigma paradoxal bem conhecido de todos: "tudo é relativo". Não, nem tudo é relativo. Talvez esta afirmação faça o pobre do Einstein se retorcer no caixão. Quando ele desenvolveu a teoria da Relatividade ele queria falar sobre o tempo e espaço, e que estes são relativos e estão entrelaçados. E que esta relatividade depende de referenciais inerciais ou não inerciais (acho)...

Então poderemos considerar que os paradoxos estão contidos em paradigmas que apresentam dentro de si mesmos a sua própria contradição.

A minha proposta pra hoje é a de refutarmos sobre alguns poucos paradigmas e encontrar os paradoxos por trás deles. 

Paradigma 1: "Não gosto de trabalhar com pessoas. Pessoas são complicadas e dão trabalho."

Ainda bem! Se as pessoas não fossem complicadas e não dessem trabalho seria mais difícil desenvolver tantos avanços na psicologia, medicina e tantas outras ciências. 

E ainda, as pessoas que dão trabalho são as quem movem a economia. Geram emprego e renda... Olha que maravilha! 

Paradigma 2: "O resultado foi bom. Ficamos na média."

Sério? Ficar na média é bom? Sempre? Concordo que há coisas que é realmente melhor manter dentro da média, como os indicadores de exames de sangue. Colesterol, glicemia...

Mas percebo que, para alguns assuntos, as pessoas tem um certo pavor de estar fora da maldita média. Somos ensinados a ter medo de ser diferente. Embora sejamos estimulados a sermos melhores em tudo. 

Vejo que buscamos uma melhoria contínua  na qual o limite vai até a média. Porque, se passar disso o fim é ser rotulado como o diferente. E ser diferente é não ser aceito. 

As pessoas da média temem o diferente. Pra média o bom é estar na média, se comportar como a média... Ser mediano como a média.

Por isso criamos tantos preconceitos... Qual o problema em ser diferente? A resposta está em pensar que o diferente me faz refletir. Refletir me incomoda, porque percebo novas verdades. Essas novas verdades me fazem tomar uma decisão dentre duas opções. Ou aceito a nova verdade e mudo meu comportamento (o que é mais difícil), ou me torno alheio e omisso à nova verdade. 

Esta última decisão é perigosa, porque começo a entender o diferente como um inimigo, que sem querer me expõe à minha mediocridade. Ninguém quer perto de si alguém que esteja o tempo todo o lembrando o quanto se está na média.

Eis o paradoxo. Lutamos para ficar na média, mas odiamos estar nela...

Vou parar por aqui, por hora, mas deixo uma pergunta com você. Quais são os paradigmas paradoxais da sua existência?