quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Não Desejos de Fim de Ano


Diário de uma cearense que não deseja e deseja...


Não desejo que Deus possa fazer qualquer coisa que seja por você... pois isto seria ridículo. Ele pode! O seu poder é ilimitado, quem limita Deus é a nossa mediocridade. Desejo, então, que você queira a Sua bênção, que você queira a Sua doce presença, o Seu amor.

Não desejo uma note de Natal maravilhosa, cheia de amor e de alegria, presente, fraternidade e espírito de Natal. Desejo, na verdade, é que todos os dias você se ame, sem esquecer de amar o seu próximo. Que você faça loucuras de amor, sempre que desejar. Sem o medo de ser piegas, ou parecer fraco. E que estas loucuras de amor sejam por qualquer um dos seus amores, inclusive por você mesmo... e quem sabe até por quem você nem conhece! 

Não desejo que seus sonhos se realizem. Porque sonhos não se realizam passivamente... Desejo que você lute por eles, que faça um bom planejamento. E mesmo se não der certo uma vez, ou mais de uma vez, que você tenha forças pra continuar. E ainda, se você desistir deste sonho, desejo que você seja capaz de sonhar novamente outro sonho que seja.

Não desejo paz ou felicidade. E não me condene, não desejo da forma evasiva com que se deseja por aí. Porque ter paz e felicidade é uma questão de escolha. Desejo que você queira ser feliz, mesmo quando os problemas chegarem. E eles vão chegar! Não se iluda. Mas que nestes momentos você seja dotado de leveza e tranquilidade pra resolver os seus conflitos e distribuir graça e misericórdia por onde quer que você possa estar.

Desejo que você queira ser uma benção aonde estiver.
Desejo que você faça diferença de forma positiva na vida de alguém.
Desejo que você lute pelo que é correto, justo e ético.
Desejo que você ame sem medo. E diga "eu te amo" sempre que quiser...
Desejo que você seja uma pessoa boa.
Desejo que você distribua elogios sinceros, só pra fazer alguém mais feliz.
Desejo que você faça um 2016 diferente.
Desejo que você seja mais responsável pela sua própria vida.

Ah! e pra terminar, não desejo que Deus se faça presente na sua vida. Porque isto Ele também já faz. Desejo, pra finalizar, que você esteja presente com Ele, em todos os segundos da sua vida!

Feliz Natal. Feliz 2016!




quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

ZIKA-nóia

Diário de uma cearense gestante...

Vou escrever aqui para relatar aos amigos queridos o surgimento de uma nova doença entre as gestantes. A Zika-nóia.

Esta doença tem acometido 100% da população de mulheres gestantes do Norte e Nordeste, e há previsão de se espalhar para as demais regiões do país neste verão. Há também a probabilidade de ser diagnosticada também em qualquer mulher em idade fértil.

Seus dez principais sintomas são:

1 - Pânico de zumbido, água parada e matagal;
2 - Mãos inchadas (pensa que matar muriçoca é fácil?);
3 - Sudorese (explicada por causa das vestimentas adequadas para o verão. Normalmente composta por jeans grosso, camisas de mangas longas, meias...); Pra mim seria mais apropriado sair de burca por cima, pra completar o look.
4 - Automedicação com o uso de repelentes... na verdade, mais apropriado seria dizer que esta criatura vive lambuzada de creme anti-mosquito;
5 - Compulsão por leitura por todas as notícias sobre microcefalia;
6 - Ideias infalíveis para repelentes naturais;
7 - Compulsão por ultrassom gestacional;
8 - Vontade de chorar quando vê muriçoca, mesmo que pela TV;
9 - Confinamento domiciliar;
10 - Abuso de preto com poá branco (qualquer semelhança é mera semelhança mesmo).

Admito pra vocês que estou sofrendo deste mal, que deve passar quando a minha bebê nascer.
Antes da Zika-nóia a minha visão era aguçada para detectar baratas em qualquer lugar, agora recebeu um upgrade...

Meu lema tem sido: mosquito bom é mosquito morto, bem mortinho, esmagado, papocado, eletrocutado, queimado, envenenado...


sábado, 28 de novembro de 2015

É porque estou dormindo...

Diário de uma cearense com narcolepsia e grávida de 6 meses...



Meus amigos, escrevo-lhes este texto para justificar qualquer gafe minha.

Se você ligar pro meu celular e eu não atender
É porque estou dormindo.
Se uma mensagem no whatsapp eu não responder
É porque estou dormindo.
Se a campainha tocar e ninguém na casa parece ter
É porque estou dormindo.

Se pareço estar assistindo TV, não se engane...
É porque estou dormindo.
Se passo 30 minutos lendo a mesma página do livro
É porque estou dormindo.
Se o arroz na panela queimar
É porque estou dormindo.
Se no consultório não ouço o meu nome chamar
É porque estou dormindo.

Se eu falar e ninguém entender
É porque estou dormindo.
Se um compromisso eu faltar com você
É porque estou dormindo.
Se o cachorro não tiver o que comer
É porque estou dormindo.

Se este texto eu não conseguir terminar... 
Você já sabe!
É porque estou dormindo.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

NO ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO - Jansen Viana


          No ano passado morri de chorar, morri de tristeza. Eu tive um neto e ele se foi. Minha filha teve um filho e ele se foi. A mesma pessoa que lhe deu a vida foi quem lhe tirou dos seus braços. Relações cortadas, talvez pra sempre. Eu detestei 2014. Bastaram 3 dias para estragar 365. Porque morri e minha lápide não soube o que dizer. Ficou muda. Não recebi flores, o caixão e a cova me abraçaram. O cortejo fúnebre me cortejou por meses. Chorei, choramos, morri, morremos.
          Mas esse ano eu não morro. Minha filha vai ter um filho. Vai sim. Dessa vez ninguém morre. Ressuscitamos milagrosamente. Minha Débora despontou do sono para o sonho. A droga da letargia lhe roubava o sonho, e a droga que lhe despertava era a mãe do seu devaneio.  Os juízes, no quinto e na dúzia profetizaram: “Desperta, Débora, desperta, entoa um cântico”.  Cumpriu-se. Agora, Quem pode dar a vida não vai tirar-lhe dos seus braços. Sorri, sorrimos, vivi, vivemos.


Jansen Viana

Meu sonho está chegando


Salmo 30: 11-12 Converteste o meu pranto em dança; substituíste meu traje de luto por roupas de alegria. Para que todo o meu ser cante louvores a ti e não se cale. Ó SENHOR, Deus meu, ações de graças te dedicarei por todo o sempre.



Gostaria de compartilhar com vocês que faltam menos de 9 meses pra eu conhecer a pessoinha que vai mudar tudo na minha vida, na vida do meu maridinho e nas vidas das pessoas que amam a gente.

Eu tenho que compartilhar! Principalmente porque tem gente mais ansiosa do que eu pra contar... e nada mais justo que eu seja a primeira pessoa a falar, não é?

É que lá em casa nós vamos aprender a ser pai e mãe... É muita felicidade, é muito amor. Além disso, tem gente sendo avô pela primeira vez, gente sendo avô outra vez... tem tios novos e tios de novo. E, com certeza, tem bisa se coçando pra espalhar a notícia pra todo mundo, até pras pessoas que moram mais distante.

Nunca tinha visto tanta felicidade. Nunca tinha visto tantas lágrimas de alegria. Nunca tinha visto tanta emoção... nunca pensei que tantas pessoas estivessem sonhando junto com a gente.

Meu amor vai nascer cheio de saúde, cheio de vida... Meu amor vai encantar nossos dias, todos os dias. E pelo meu amor eu vou aguentar até ficar sem chocolate...

Venha, meu bebê, estamos preparando um lugar especial pra você.






quinta-feira, 30 de abril de 2015

A saga do cream cheese...

Diário de uma cearense que foi confundida com a gringa...

Sem dúvida foi no mínimo hilário. Pena que ninguém mais viu... pena que eu tive a decência de fingir que não percebi o que aconteceu (to ficando mocinha).

Mas o fato é que estou rindo sozinha até agora. E vou compartilhar com vocês.

Só pra variar, estou em Niterói. Esta é a minha quarta estadia aqui este ano. Normalmente eu fico hospedada no hotel H, mas não tinha vaga e me encaminharam pro Mercure.

Uma das grandes diferenças entre estes dois hotéis é que aqui no Mercure há muito mais turistas estrangeiros. E os idiomas são diversos... em dois dias ouvi espanhol,  francês e inglês.

Bom, prossigamos. Eu tenho o hábito de tomar café da manhã, mesmo em casa, exatamente a mesma coisa. Pão, cream cheese, blanquet e café com leite. E na maioriados hotéis estes itens compõe qualquer mesa de breakfast que se preze.

Ontem eu tinha comido exatamente isso, neste mesmo hotel. Hoje, quando fui me servir, tinha acabado o estoque de cream cheese no buffet.

Olhei ao meu redor e vi um garçom. Pensei "oba, vou pedir meu cream cheese!"

Me dirijo a ele e falo: "oi, não tem cream cheese..."

Não sei o que ele entendeu, mas ele me surpreendeu com uma resposta nervosa: "non temos esto."

Eu apontei pra mesa e falei: "acabou o cream cheese." E ele me responde: "só temos estés"

E ele insistia em me responder gesticulando. Sua expressão era de tensão. Eu não tinha percebido até o momento, mas quando caiu a ficha eu vi que a pobre criatura estava achando que eu era gringa.

Ri por dentro. Tive misericórdia e falei uma frase mais longa em português: "olha, ontem tinha aqui no buffet uns potinhos de cream cheese. Acabou?"

Ele, ainda desesperado, continuou me respondendo como um índio que não entende português.

Foi quando gesticulei um formato parecido com o do potinho. Então ele entendeu. E disse: "ahhhh... o redondo! Ok. Eu trazer pea você. "

E, finalmente, consegui o meu cream cheese!

sexta-feira, 27 de março de 2015

O mundo encantado da leitura

Diário de uma cearense que está viciada em leitura...

Um dia uma linda amiga minha, Naiana, fez uma declaração que eu nunca esqueci. E nunca vou esquecer... 

Foi no dia do meu aniversário. Ela chegou com uma carinha serelepe e um embrulho nas mãos. Eu achava que era um presente de aniversário. E ela estava certa de que era mais que isso.

Ela tinha razão! A Naiana, naquele dia, me presenteou com um mundo inteiro de possibilidades. E completou a sua entrega com a frase que me marcou: "eu não consigo dar presentes que não sejam livros..."

A frase sozinha não traz muita coisa de espetacular, mas os olhos dela traziam o encanto. O encanto mesmo! 

O encanto é o estado de espírito daquele que tem o hábito de passear por todos os mundos, a partir de todas leituras que se pode fazer. E era isso, na verdade, o que ela estava me trazendo de presente. Uma passagem para o universo da leitura, uma passagem para o lugar da imaginação... Neste lugar certamente eu também encontraria o encanto...

E de fato ela tem toda a razão... Qual presente melhor pra se entregar pra alguém que se ama? Imagina entregar o doce e puro prazer do encantamento. Ou um sonho... Ou o prazer de imergir em todas as possibilidades. Ou o mistério de conhecer o que se passa numa mente criativa. Ou ainda, de viver um personagem diferente... 

Se você ainda não tem o encanto eu imagino que deve sentir dificuldade em começar uma boa leitura, deve achar cansativo, enfadonho... Mas eu te garanto, depois que você descobre o mundo maravilhoso da leitura cada livro se torna também um amigo, um companheiro. E depois de lido, também um troféu, uma conquista, uma aventura... Um encanto vivido. Um momento curtido. Algo mais aprendido... E nunca mais apenas um livro.

sábado, 21 de março de 2015

Barra barra

Diário de uma cearense no RJ...

Bom dia, amigos. Há quanto tempo não escrevo por aqui... de certo que estive com muita preguiça de escrever, mas mais certo ainda é que não tinha aparecido um motivo de boa inspiração. Até ontem!

Eu estou no Rio de Janeiro. Na cidade do Rio, desde quinta-feira. Vim fazer um curso sobre Design Thinking durante o final de semana. Abra-se um parêntesis fictício para grifar que está sendo um excelente treinamento.

Bom, mas não é sobre o curso que quero falar com vocês, nem sobre a quantidade de tempo que não escrevo, mas sobre as descobertas que fiz estes dias.

Estou hospedada em um hotel na Barra da Tijuca. Não preciso nem dizer que que é podre de chique.

E tudo tem "barra" no nome. Principalmente tudo que quer ser chique. É  Barra Shopping, Barra fitness, Barra Village, Barra taxi, barra qualquer coisa.

Fiquei imaginando outras coisas que ficariam super "up" com "barra" no nome. Como Barra Açaí, Barra Sarrabulho, Barra Buchada, Barra pet, Barra tapioca, Barra Galinha Caipira...

Imagina que barra da saia, barra da calça aqui são hi-profile.

Falei tudo isso pra dizer qur o meu blog é chique. Olha: "http.: barra barra" www.diariodecearense.blogspot.com

Se é chique ter barra no nome, imagina ter duas barras no endereço eletrônico?

domingo, 8 de março de 2015

Dia das mulheres

Diário de uma cearense que iria receber flores no dia das mulheres.

Ele nunca me deu flores, mesmo em todos estes quase 10 anos... nem no dia dos namorados,  nem no meu aniversário, nem quando me pediu em casamento.  NUNCA!

Embora pareça uma coisa ruim pra maioria das mulheres, pra mim é mais um fato pra criar piada. Até porque a minha praticidade requer presentes mais funcionais que românticos.

Mas vejam, logo hoje,  dia 08.03.15, ele me surpreende.

"Bebinhaaaa, hoje é dia dar mulherrrr."

Ele passa a mão na minha cabeça e continua o discurso:

"Parabéns!!!"

Então vem a parte mais incompreensível e interessante:

"Tu quer uma rosa de vendedor de sinal de presente?"

Ora, bolas! Como assim? Quem já viu perguntar pra uma mulher se ela quer rosas... quanto mais afirmando que a origem é de vendedores oportunistas que ficam no semáforo...

Aí,  só o meu amor mesmo!

Feliz dia das mulheres!

sábado, 7 de março de 2015

Descobrindo o universo feminino

Diário de uma mulher que compreende o universo masculino... e é improvável que exista recíproca adequada pra esta afirmação.
Crescida em ambiente familiar de maioria composta por seres do gênero masculino aprendi a entender certas características dessa variação da nossa espécie.
Homens são seres compostos, em sua maioria, pelo genes mais distraídos, esquecidos e "avoados" da raça humana.
É improvável que uma mulher, multifocada e multifuncional, consiga ser plenamente compreendida pelos seus pares de  sexo oposto. E mais improvável que estes homens consigam se expressar satisfatoriamente num ambiente de maioria feminina.
Veja o diálogo: (verdadeiro. Aconteceu mesmo)
Homem: caramba! Uma amiga minha teve trombose por causa de anticoncepcional.
Mulher: foi mesmo?! Diane 35, foi?!
Homem: não. Lara. E eu acho que ela tem 22 anos!
(Momento liberado para a sua gargalhada mais gostosa)
Homens não entendem muito de mulher... Quer ver? Observe as duas questões abaixo e suas respostas na versão masculina e na versão correta.
1- TPM existe?
Homem: é frescura!
Correto: existe e é chato pra caramba. Desejo a cada homem que acha que é frescura uma TPM do tipo depressiva, auto-comiserativa, com direito a cólica intensa que irradia pros rins. Além de cansaço nas pernas e inchaço no corpo todo.
2- Por que mulher fala demais?
Homem: porque é mulher, ora!
Correto: porque o homem finge que ouviu na primeira vez. Como ele fingiu que ouviu obviamente não fez do jeito certo. Então, na segunda oportunidade, ela irá repetir umas cinco vezes pra ver se ele faz direito, nem que seja pra se livrar do falatório. 
Nota: às vezes nem repetindo trinta vezes o homem acerta o que deve ser feito!
Nessas diferenças de gênero não há melhor, nem pior. O que se tem é uma grande confusão.
Existe, inclusive, uma covardia gigantesca. O mundo masculino é previsível, lógico e racional. Com alguns exercícios, e, considerando o pensamento linear, conseguimos desvendar o enigma contido na maioria dos garotos. Entretanto, o nosso mundo é um mistério pra eles. E está longe de deixar de ser...
Eu continuo achando interessante... Porque enquanto não se desvendam os segredos a brincadeira continua e a diversão está garantida! Principalmente se as meninas estão com a vantagem!

domingo, 1 de março de 2015

Aula particular de regionalismos e sotaque

Diário de uma cearense no Rio: 

Convidaram-me pra um almoço! Instantaneamente eu aceitei...
Uma galera gente boa demais!
Não sei como o assunto começou, mas me empolguei em versar sobre os diferentes sotaques nordestinos.
Fiquei matutando sobre qual o motivo pelo qual metade do Brasil acha que a gente fala igual no nordeste inteiro.
É absurdamente diferente...
Cearense não fala oxente, fala oxe!
Cearense não fala arrastado, só engole as letras no final...
Cearense não fala "visse, meu bichim..."

A gente fala "aff", "valha", "pronto", "macho"...
É diferente porque cada um tem sua particularidade.
Nessa história caí na besteira de dizer que sempre que vinha pro RJ eu mudava de nome. Meu nome é Débora, meu povo. Não é Diébora! Só meus amigos fluminenses é que me chamam assim!
Hoje tentei corrigir, mas não tem jeito não!
Mas tudo bem, quem nasce falando "naisceu" pode me chamar de Diébora numa boa!

O curso de 6 sigma

Diário de uma cearense no Rio: o dia da prova...

Uma galera esteve comigo em Niterói-RJ para um curso de 6 sigma. Um experiência muito interessante.

Tudo começou não no dia da prova, mas nos dias que antecederam a ela...

Pânico generalizado. Imagine você passar 8 horas por dia ouvindo sobre ferramentas e análises estatísticas. E, pra completar, ainda saber que no último dia você vai fazer uma prova pra validar uma certificação, de nota mínima 7! Tenso, muito tenso...

Primeiro a gente começou a achar que era terrorismo, uma estratégia pra fazer a turma focar na aula. Deu certo, todos estávamos comprometidos em prestar o máximo de atenção em tudo...

Depois as coisas foram piorando. Somos apresentados a milhares de novos termos, novas técnicas, novas palavras... Uma verdadeira sopa de letrinhas pra deixar confusa qualquer mente, mesmo que brilhante.

Vejam só: DMAIC, ARMI, MPPI, Zst, Zlt, Z-Bench, sigma, variância, desvio padrão, capabilidade, ANOVA, 2-samplet, test-f, Levene... Aff! Coisa de doido!

O professor, que registro aqui que é de uma didática excepcional, tentou incansavelmente mostrar como era fácil. Acredito até que obteve sucesso, mesmo quando alguém perguntava aonde que era pra colocar o 1,5 pra virar o nivel sigma...

Mas nem tudo foi tão complicado, também teve momentos de diversão, de troca de experiência, de insights! Muito legal... A integração foi um fator diferencial deste curso, tanto que, na véspera da prova fizemos um happy hour com o professor...

Meu único medo era que eu tivesse que fazer um teste de normalidade e acabasse comprovando que não pertenço a uma distribuição normal...

Pra quem sabe o que estou falando, eu posso até não ser normal, mas com certeza eu sou um X vital!

Angra dos Reis - Capitulo 1

Diário de uma cearense no Rio: Angra dos Reis...

As pessoas pensam que é fácil pra mim escrever um episódio de diário, mas não é. Exige muito esforço cerebral...
Mas ontem o passeio foi muito rico de emoções que não vai faltar assunto.

Eu e a minha amiguinha Silvana decidimos ficar o final de semana no Rio pra aproveitar um pouco mais. Logo compramos a viagem de volta pra domingo, reservamos um hotel em Copacabana e procuramos passeios que nunca tínhamos feito por aqui. Decidimos então que iríamos para Angra dos Reis.
Tudo certinho, hotel pago, passeio pago. No horário a empresa de turismo estava na porta do hotel... E seguimos viagem.

O guia, João, muito simpático ganhou nossa atenção quando disse que adorava o Ceará... Mas o pobre coitado é a primeira vítima dessa conversa.
No site dizia que todos os passeios teriam guias bilíngües... Meio basicão, né?! Sqn...
Tinha um casal de venezuelanos no passeio. Tudo o que o João falava em português depois falaria em espanhol pro casal simpático entender. Mas eu nunca vi um espanhol tão esquisitamente falado.

Era aquela coisa assim: Buenos dias, às onssse e "méééia" será nuesssstroo passeio dêê barrrrrco. Alá "rrrrrua" xxxxx vamos...

Acho que o João aprendeu espanhol por correspondência, porque a idéia de traduzir pra ele era forçar algumas letras e pronto. Eu me acabava de rir... E a Silvana ficava me beliscando pra que eu parasse...

Bom, mas é só o começo...

João ia explicando o que tinha pelo caminho, toda história do local... Até que pegamos a estrada.

No meio do caminho paramos em Muriqui, distrito de Mangaratiba. Parada estratégica para um xixi break. Garanto pra vocês que foi uma ótima opção de parada, porque tinha o melhor pastel de beira de estrada do mundo todim... E o melhor biscoito de amendoim com nutella do universo. Recomendo!

Ficamos por lá uns vinte minutos (em espanhol do João: Vintêêê minucthos) e depois seguimos viagem pra Angra...

Aguardem as cenas dos próximos capítulos...

Angra - Ilha de Cataguases - Capítulo 2

Diário de uma cearense no Ro: Angra dos Reis

Pronto, chegamos em Angra. De cara a paisagem é linda.
João passa algumas instruções sobre o passeio e diz (em português e espanhol) que vai descer num ponto com um dos passageiros, o Tiago, pra que ele passe o cartão de crédito e que os outros deveriam ficar no carro a espera.
Adivinha quem não entendeu nada? O senhor venezuelano... Ele desceu da van e foi a maior luta pra fazer ele entender que era pra voltar.... Kkkkk
Por fim, depois de tanto espanhol mal-dizido, ele entendeu e voltou.
Seguimos tranqüilamente pra estação de barco, até que o casal de venezuelanos se perdeu! Putz... Emoções a mil.
Depois que encontramos todo o grupo embarcamos e esperamos o barco partir.
Nota sobre o barco: tinha um guia no barco que repetia seguidas vezes que aquele barco era o maior da região, o mais novo e moderno, e o único com toboágua... Eu acho que a repetição era pra convencer a gente, mas pra mim não fez diferença alguma. Porque balançava como os outros, fazia o mesmo percurso dos outros, era frio como os outros e o toboágua não foi usado, como nos outros...

Saímos da estação e começou a sessão de balançado. Primeira parada na Ilha de Cataguases. O primeiro sufoco do passeio, porque o desembarque era na água! Meu Deus! Quanta gente com medo de água! Se fosse no Ceará a meninada todinha tinha descido pulando do barco... E a turistada todinha com melindre pra descer.
Ilha linda, paradisíaca. Acho que tem um pouco mais de 100 metros de diâmetro. Água transparente, paisagem bela... O frio da água compensava o calor do sol! Banho maravilhoso...
Silvana se divertia nadando no raso que batia na canela... Explorando o local com muita satisfação!
Muito gostoso o banho. Eu mesmo estava ansiosa pela famosa praia da Lagoa Azul... E aproveitar o banho com uns peixinhos, mas isto é história pra outro capítulo.

Angra, Lagoa Azul e o frio - Capítulo 3

Angra dos Reis  -  Praia da Lagoa Azul.

Putz! Essa era a minha maior curiosidade! Imagina nadar com peixinhos de novo... Em menos de um mês depois que cheguei de Bonito-MS. Expectativas a mil...
Lembram do João? O guia bilingüe de meia-tigela? Pois é, mais orientações sobre o local e orientações sobre como descer e aproveitar o passeio. Ele disse pros venezuelanos "unoooo garrróto sacar a lá fotôô con lá camêrrrráá a barro da aguaaaa, con los peijitosss"... Olhei pra baixo pra não morrer de rir...
Nós contratamos o fotógrafo. Os venezuelanos não!
Foi coisa de R$ 50,00 pra mim e pra Silvana. Eu estava animada. A Silvana com medo!
Quando chegamos ao local descobrimos que o mergulho iria acontecer a partir do barco. Que era 4 metros de profundidade e que se alguém não soubesse nadar não era o dia pra aprender.
Eu desci e fiz minhas fotos. A Silvana ficou na escada, com medo de afundar! Putz!
O fotógrafo perdeu a paciência. E os outros passageiros também. Nada de ninguém subir, nem descer do barco. Tinha uma cabeça-chata com medo da água e do frio no meio do caminho.
Depois de meia hora, ela conseguiu colocar a cara na água pra tirar umas duas fotos.
Era pra sorrir, mas a Silvana só fazia cara de pânico. E eu ri demais. Não dava pra perder a piada.
Quando terminou a sessão de paparazzi marítima subimos pro barco e finalmente a Silvana liberou a passagem.
No momento que voltamos a nos sentar começou a bater o arrependimento... Um frio do quinto dos infernos começou a nos atacar. Roupa molhada, vento gelado e não tínhamos levado absolutamente nada pra secar o corpo. :p
Assim que o barco chegou na terceira praia, descemos correndo atrás de, literalmente, um lugar ao sol pra quarar! Parecíamos duas doidas correndo atrás da única fresta de sol que tinha na praia.
O pobre do João, que nessa hora corria desesperado atrás de nós, saía gritando "ei, Ceará, nunca viu sol não?!"
Por incrível que pareça até o sol era frexxxxco!
Sei não! A praia linda, o passeio muito bom, e um frio medonho! Mas valeu!

Angra, fome e 6 sigma - Capítulo 4

Angra dos Reis - Praia de Japariz.

Chegamos a esta praia por volta das 16h00, e esta foi a parada pro almoço.
Já estávamos com tudo cansado. Almoço cansado, praia cansada, roupa cansada, affff...
O cansaço já era tão grande que não dava pra aproveitar mais nada.
O jeito foi reparar na vida alheia. Observar os jeitos, os trejeitos...
Começamos a por em prática as análises estatísticas que aprendemos na semana. Separamos os casais com média estatística de beleza igual, e os que tinham um desvio padrão elevado, com baixo percentual de confiança.
Entendi que beleza pra alguns casais é um H○. Ou seja, o x não é vital.
A variância era grande, fazendo com que a curva normal fosse de pequena amplitude. O que nos dava a impressão de fazer parte do grupo...
A única coisa que faltou foi calcular o nível sigma, ou seja, a capabilidade... mas logo percebemos que zbench era negativo, que somando ao 1, 5 no máximo resultaria em nível sigma 0, 5.
Concluímos que aqui tem uma excelente oportunidade de melhoria e uma demanda reprimida para centros de estética.
Análise concluída. Plano de ação a definir...

Diálogos e experiências de primeira viagem pro RJ

Diário de um cearense no rio: 

Diálogo 1
Daniel diz "Bebinha, aqui é o Centro?", "não, amor, é Ipanena."
"Bebinha, aqui é o centro?", "não amor, é Botafogo."
"Bebinha, aqui é o Centro?", "não amor, aqui é o Catete." 
"Arre égua, todo canto aqui parece o Centro"

Diálogo 2
"Moço, quanto é esse bombom?" 
"O que é bombom?" 
"É isso aqui!" 
"Não, isso é uma bala" 
"Ai, quero mais não. Não sou nem canhão pra engolir bala..." 


Cachorro quente:

No Rio cachorro quente é tudo, menos cachorro quente. Pode ser com lingüiça, ou salsicha. Ainda pode ter purê de batatas, carne moída, batata palha, parmesão, milho verde, passas e, pasmem, ovo de codorna!
Uma completa salada. O pão tem que ser gigante pra caber tudo isso.
Óbvio que experimentei. Só não com todas as iguarias disponíveis.

Comida tipicamente fluminense:

Ainda não fomos apresentadas. Na verdade, tudo o que se come no RJ é fácil de se encontrar no resto do país inteiro, mesmo que com outro nome. Exceto duas bebidas: Mate gelado e Guaravita (ou guaraviton)
Agora se tem uma coisa que eles amam é mate gelado. No RJ tem franquias de fast food de mate. Vende-se mate na grande maioria dos restaurantes. Bebe-se mate para acompanhar pão de queijo, ou qualquer outra coisa... No resto do Brasil se bebe mate gelado, mas o mate gelado daqui tem um gosto diferente...

E Guaravita é uma bebida em gás, à base de guaraná (a frutinha)... dooooooceeeeeeeeeeeeeee! Mas o povo aqui ama! Fazer o quê? Prefiro suco de cajá ou de graviola.

Paradigmas e paradoxos


A palavra paradigma vem do latim paradigmum... Mentira! Já ia criar um novo paradigma pra você. De fato, paradigma é a palavra que define tudo o que se torna padrão a ser seguido, um modelo a ser repetido, uma verdade estabelecida...  

Mas os paradigmas devem ser questionados. Quebrar um paradigma já é uma grande quebra de paradigma, o que nos leva aos paradoxos. E são os paradoxos que geram as reflexões, que, por sua vez, geram novos aprendizados. E que, por consequencia, definem novos paradigmas... Os quais serão questionados um dia. 

Paradoxo é uma opinião contrária. Uma visão diferente do padrão. 

Há paradigmas que contém verdadeiros e sutis paradoxos. Vejam: "toda unanimidade é burra." Este é uma paradigma meio paradoxal. Pois, se toda unanimidade é burra esta também o é.

Outro paradigma paradoxal bem conhecido de todos: "tudo é relativo". Não, nem tudo é relativo. Talvez esta afirmação faça o pobre do Einstein se retorcer no caixão. Quando ele desenvolveu a teoria da Relatividade ele queria falar sobre o tempo e espaço, e que estes são relativos e estão entrelaçados. E que esta relatividade depende de referenciais inerciais ou não inerciais (acho)...

Então poderemos considerar que os paradoxos estão contidos em paradigmas que apresentam dentro de si mesmos a sua própria contradição.

A minha proposta pra hoje é a de refutarmos sobre alguns poucos paradigmas e encontrar os paradoxos por trás deles. 

Paradigma 1: "Não gosto de trabalhar com pessoas. Pessoas são complicadas e dão trabalho."

Ainda bem! Se as pessoas não fossem complicadas e não dessem trabalho seria mais difícil desenvolver tantos avanços na psicologia, medicina e tantas outras ciências. 

E ainda, as pessoas que dão trabalho são as quem movem a economia. Geram emprego e renda... Olha que maravilha! 

Paradigma 2: "O resultado foi bom. Ficamos na média."

Sério? Ficar na média é bom? Sempre? Concordo que há coisas que é realmente melhor manter dentro da média, como os indicadores de exames de sangue. Colesterol, glicemia...

Mas percebo que, para alguns assuntos, as pessoas tem um certo pavor de estar fora da maldita média. Somos ensinados a ter medo de ser diferente. Embora sejamos estimulados a sermos melhores em tudo. 

Vejo que buscamos uma melhoria contínua  na qual o limite vai até a média. Porque, se passar disso o fim é ser rotulado como o diferente. E ser diferente é não ser aceito. 

As pessoas da média temem o diferente. Pra média o bom é estar na média, se comportar como a média... Ser mediano como a média.

Por isso criamos tantos preconceitos... Qual o problema em ser diferente? A resposta está em pensar que o diferente me faz refletir. Refletir me incomoda, porque percebo novas verdades. Essas novas verdades me fazem tomar uma decisão dentre duas opções. Ou aceito a nova verdade e mudo meu comportamento (o que é mais difícil), ou me torno alheio e omisso à nova verdade. 

Esta última decisão é perigosa, porque começo a entender o diferente como um inimigo, que sem querer me expõe à minha mediocridade. Ninguém quer perto de si alguém que esteja o tempo todo o lembrando o quanto se está na média.

Eis o paradoxo. Lutamos para ficar na média, mas odiamos estar nela...

Vou parar por aqui, por hora, mas deixo uma pergunta com você. Quais são os paradigmas paradoxais da sua existência?



domingo, 22 de fevereiro de 2015

Discurso de penetra

Diário de uma cearense no RJ...

Esta semana estive em Niterói, em mais uma missão de trabalho. Tem sido pra mim uma oportunidade de conhecer pessoas novas, com culturas tão diferentes... Aprender diferentes formas de fazer as coisas... É sempre muito interessante. 

Na quinta-feira um amigo me convidou pra uma despedida de uma amiga dele. Uma boa oportunidade de conhecer gente diferente, jantar num lugar diferente e conversar coisas diferentes. Mas eu fiquei pensando... Como eu vou pra um jantar de despedida de uma pessoa que eu não conheço?

Esta pergunta me intrigou tanto que acabei não indo para a despedida. Imagina o discurso que eu teria que fazer:

"fulana, muito prazer em te conhecer, o sicrano me convidou pra sua despedida. Pra mim foi muito bom ter a oportunidade de conhecer, uma pessoa tão legal. Pena que você está indo embora... espero que tenhamos outras oportunidades de convivência,  afinal, sempre que nos encontramos o clima é descontraído e cheio de emoção."

Considerando este episódio pensei em possíveis situações para um penetra fazer o seu discurso. Vejam:

1- Penetra em casamento:

"Desejo felicidades ao casal.  Eu acredito que devem ter uma história linda e cheia de amor, mas como não conheço não tenho maiores detalhes. Quero deixar registrado que a cerveja está gelada e que a comida está ótima. Pagaram caro, hein?! Viva os noivos!"

2- Penetra em aniversário:

"Quem é o aniversariante?" Está é a primeira pergunta que um penetra de aniversário deve fazer... Afinal, penetra que é penetra mesmo consegue entrar em festa de gente que ele nem sabe quem é.
Quando ele descobre quem é o felizardo ele vai até o dono da festa para fazer suas considerações.

"Oi, cara! Há quanto tempo a gente não se vê! Adorei ter recebido o convite pro seu aniversário, até porque não é todo dia que se pode ir a uma festa como essa... Um luxo! Agora, você sabe que eu sou sincero sempre, cara a bebida está quente pra caramba. Vê se fala com alguém aí do buffet. Não está dando pra engolir. Acho até uma falta de consideração com os presente."

Pronto. O penetra ficou pra história do aniversário. O pobre aniversariante ficou sem saber quem era e com vergonha de perguntar... 

3- Penetra em conversas de desconhecidos.

Nesta eu sou PHD. É o inconveniente de ser curioso, cara-de-pau, e de ter uma audição aguçada. 
Certa feita na fila do supermercado ouço duas senhoras comentando sobre um assunto qualquer, nem lembro, imaginemos que estavam discutindo sobre um filme em cartaz no cinema, o qual eu já tenha assistido.

Uma delas dizia: "esse filme deve ser fraco que só caldo de bila. Não tem nenhum artista famoso." A outra confirma: "é mesmo, mulherzinha, deve ser o maior paia, ó!" 
Até o momento eu estava me contorcendo pra falar. A língua estava coçando, até que não aguento é jogo pra fora a minha opinião: "o filme é muito bom. É baseado no livro que tem o mesmo título. Vale a pena." 

E agora vem a vergonha alheia e saio de perto pra não falar mais nada...

4- Penetra de reunião

"Pra quê é mesmo está reunião?"
"Aqui é a sala 1?"
"Não concordo com isso. Mas acho que estou na sala errada."

5- Penetra em lanche que a turma fez a cota:

"Aff... Essa comida está muito ruim. Quem foi que trouxe esta porcaria?"
"Aff... Ô povo muquirana. A comida é pouca demais. Só vai comer quem chegar primeiro. Ainda bem que eu já cheguei."

Tem gente que gosta de ser penetra, tem gente que a situação o tornou um penetra. De toda forma são sempre histórias de vergonha alheia... Mesmo eu sendo uma pessoa que dificilmente fica envergonhada, ainda conservo uma certa dose de timidez. E foi por isso que não tive coragem de comparecer na despedida da garota que eu não conhecia...



terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O que faz você feliz?

Diário de uma cearense muito zen...

Imagino que a maior ansiedade dos nossos dias é a busca pela felicidade. Vejo a luta insana pelo mundo ideal, pelo status ideal, pelo estilo de vida ideal. O quê me faz feliz? Qual a vida que me faria ser feliz?

Que doido... coisificar a felicidade?
Ou será uma desculpa para não estar feliz? Por que tem que chegar lá pra ser feliz? Marcelo Jeneci simplificou pra gente este dilema. "Felicidade é só questão de ser."

A incompetência ser infeliz é uma amarga derrota. É uma luta cruel que ninguém pode ajudar. Porque, meu querido, só depende de você. Do seu olhar pro mundo... do seu aprendizado,  do que você constrói de bom, mesmo na adversidade.

Olhar pro outro e dizer que é fácil pra ele é porque você não está no lugar dele. Só porque ele decidiu ser feliz não está isento de situações ruins, calamitosas e de dor... Não, mesmo! 

A diferença entre você e ele é a forma na qual enfrentam a vida. Ele entende que está sofrendo, mas vai passar... e quando passar será alguém mais forte, mais preparado,  mais experiente. Você, se é que está sofrendo, certamente está se olhando com pena. Lamentando sua sorte e questionando as injustiças... Possivelmente está mais preocupado em encontrar os culpados do seu infortúnio,  que em resolver qualquer coisa.

Aproveita o momento pra descascar as feridas antigas, desenterrar as mágoas da infância... É, realmente o mundo é cruel. E a vida... uma eterna "sofrência"...

E aí, o que faz você feliz? 

É a pergunta que não deixa esta geração em paz... 

Em outras épocas a vida era mais cheia de ideais. As pessoas não eram obstinadas pela felicidade. Ou talvez não fosse o fim da vida, mas o meio. Havia muito mais pelo que se preocupar.

Acredito que buscar reposta pra esta pergunta é o primeiro passo pra não ser feliz.

Enquanto tantos tentam responder esta lamentavel questão eu decidi apenas ser feliz. Apesar de tudo, acima de tudo, por meio de tudo e com tudo... eu sou é feliz!


Felicidade - Marcelo Jeneci

Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz

Sentirá o ar sem se mexer

Sem desejar como antes sempre quis

Você vai rir, sem perceber

Felicidade é só questão de ser

Quando chover, deixar molhar

Pra receber o sol quando voltar


Lembrará os dias

que você deixou passar sem ver a luz

Se chorar, chorar é vão

porque os dias vão pra nunca mais


Melhor viver, meu bem

Pois há um lugar em que o sol brilha pra você

Chorar, sorrir também e depois dançar

Na chuva quando a chuva vem


Melhor viver, meu bem

Pois há um lugar em que o sol brilha pra você

Chorar, sorrir também e dançar

Dançar na chuva quando a chuva vem


Tem vez que as coisas pesam mais

Do que a gente acha que pode aguentar

Nessa hora fique firme

Pois tudo isso logo vai passar


Você vai rir, sem perceber

Felicidade é só questão de ser

Quando chover, deixar molhar

Pra receber o sol quando voltar


Melhor viver, meu bem

Pois há um lugar em que o sol brilha pra você

Chorar, sorrir também e depois dançar

Na chuva quando a chuva vem


Melhor viver, meu bem

Pois há um lugar em que o sol brilha pra você

Chorar, sorrir também e dançar

Dançar na chuva quando a chuva vem


Dançar na chuva quando a chuva vem

Dançar na chuva quando a chuva

Dançar na chuva quando a chuva vem

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O início


Diário de uma cearense que gosta de escrever...

Lembro de gostar de escrever desde que aprendi a escrever. Meus primeiros diários foram ainda na infância. E eu já tinha uma linha clara de pensamento e uma habilidade de expressar isso em papel.

E não era só de escrever que gostava, adorava ler. Ler de tudo. Até rótulo de shampoo (mania que ainda conservo). Ler era a oportunidade que eu tinha de descobrir o mundo... E pense que nesse tempo as maiores fontes de leitura eram as bibliotecas do colégio, as revistinhas em quadrinhos e as coleções de enciclopédias Barsa (ainda existe?)... Me deleitava em descobrir cada mistério da ciência, e do detetive Hercule Poirot.

Tinha alguns estímulos positivos pra este meu gosto. Primeiro a herança do gosto pelas letras que vem desde o meu avô (Seu Zé Paulo), do meu pai e de demais outros que tem isso no sangue da família... Segundo estímulo foi a igreja. O estímulo eclesiástico à leitura das Escrituras Sagradas, ao conhecimento da Bíblia, e muitas vezes a necessidade de ler tantas vezes quantas fosses necessárias para absorver cada letra da santa palavra. Inclusive até, em certos momentos, poder recitar para um público que certamente já teria lido mais que você.

O terceiro estímulo relevante foi a convivência com as minhas melhores amigas do colégio. Obviamente estou falando da Cecília e a Luana. Duas doidas de pedra... Assim como eu! Nos conhecemos na quinta série, em 1993 (eita, menino... Desenterrei!), num colégio que nem existe mais.

Eu, Cecilia e Luana tínhamos uma competição velada. Na verdade, a disputa era entre elas duas... Eu me aproveitei porque acabei gostando da brincadeira. Foi assim que devorei a Coleção Vagalume inteira, os clássicos da literatura, as Aventuras de Aghata Cristhie... De quebra aprendi o "jogo do contente" com a Poliana... A Droga do Amor, a Droga da Obediência... Boas lembranças...

A Moreninha era o meu romance predileto. Meu escritor do coração era o Érico Veríssimo. O triste  O Quinze, a crítica em O Auto da Compadecida... Morte e Vida Severina. Pântano de sangue, A Marca de uma Lágrima... E muitos outros que nem lembro mais.

Bom, mas não era de leitura que eu tinha que falar, mas de escrita...
Eu era extremamente introspectiva, temerosa e tímida. O mundo não era capaz de entender os meus sentimentos... E eu não saberia nem mesmo como vocalizar as minhas emoções. Então eu recorria ao meu diário. O primeiro era rosa Pink, com cadeado e capa fofinha e cheirinho de morangos. Lá eu guardava os meus segredos de menina. E, que, por falar em guardar, por mais bem escondido que estivesse os meus irmãos pimentinhas sempre encontravam uma forma de encontrar.

Nesse diário ficaram muitas lembranças boas, muitos sonhos, muitas angústias e lágrimas... Era meu confidente. Tinha nome e tudo... E eu falava com ele, sempre! Até um dia que, não lembro o porquê, abandonei o hábito de conversar com meu amigo diário. Acredito que muito pelo medo de alguém encontrá-lo e conseguir ler a minha alma nele. 

Era o meu momento. Era quando eu me encontrava comigo e conversava sobre os enigmas da vida. E a ninguém eu teria dado o direito de saber... De conhecer, de questionar. Naquele diário eu era absoluta. Eu estava certa, tinha coerência... Não tinha que justificar, embora o fizesse, não tinha que me esconder... Eu não tinha medo de ser eu.

A última vez que me lembro de ter escrito algo forte sobre mim nessa época foi em forma de uma poesia. O título era O Muro da Solidão. Meio piegas este título, não é? Mas faz sentido pelo que estava escrito. 

Era um muro que tinha na Av. Padre Antônio Tomaz, próximo ao trilho. Era baixo, branco, desgastado e único. Destoava do resto do cenário, mesmo sendo invisível. Ele estava ali, ninguém olhava pra ele. Quem olharia? Tantos prédios ao redor... Tantos carros bonitos passando... Ele estava lá. Só... 

Hoje eu percebo que este muro era uma representação da minha própria angústia. Da minha solidão e da insegurança que tinha. Na época eu achava que era só um muro mesmo... Um muro que me chamava atenção.

Eu inscrevi a poesia no concurso literário da escola. Ganhei o primeiro lugar. E esta foi a minha breve ascenção como escritora. Embora ganhar o prêmio me deixasse feliz, ver meus amigos do colégio lendo o texto e brincando com as palavras nele me pareceu absurdo. Tinha tanto sentimento naqueles versos... Era minha alma sendo exposta, meu mundo sendo descoberto. Meus segredos estavam desencriptados nas mãos de todos... 

Pra minha raiva eu rasguei todas as cópias do texto e parei de escrever por um bom tempo. Que pena! 

Voltar a escrever é uma libertação. Minha alma clama por isso. Às vezes sinto que preciso vomitar as palavras, que elas precisam ser ditas, ou escritas... Do contrário me sufocam, me engasgam. 

Há dias em que escrevo com leveza, há dias que com pesar... Há dias que eu mesmo solto gargalhadas, há dias em que escrever me ajuda a chorar... Porque eu sou assim. E lendo o que escrevo aqui você está lendo a minha alma, está conhecendo o meu coração. 

Hoje permito que todos leiam, pois não temo mais! Não me escondo mais, não me subestimo mais...

Espero que este meu diário traga pra você alguns bons momentos, e quem sabe até consolo, esperança, amor, vida... Paixão, vontade de vencer!

É o que ele faz por mim! É o que eu desejo pra você!


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Manias estranhas

Diário de uma cearense que cataloga manias estranhas. Suas e dos outros...

Vocês já pararam pra perceber quantas manias estranhas as pessoas tem? Tem cada mania peculiar... 
Alguns hábitos dos quais observo me remetem à entender que não há ninguém normal. O que, aliás, ser normal é absurdamente fora da curva.

Eu conheço gente que se diverte indo ao supermercado pra sentir os cheiros dos perfumes dos hidratantes, shampoos e condicionadores. 

Então vamos à lista de coisas estranhas:

1. Sequenciar placas de carros... Era uma brincadeira de uma amiga minha, o que acabou me contagiando por um tempo. A regra era encontrar a sequência numérica nas placas dos carros, consigerando ou as duplas dezena-unidade, ou milhar-centena. Sempre que a gente se encontrava teria que atualizar a outra do número em que estava.

2. Pentear o cabelo mil vezes por dia. 
Na época do colégio eu tinha uma amiguinha que levava uma escova de cabelos pra sala de aula. Quando a gente menos esperava lá estava ela escovando as madeixas. Um dia eu parei pra perguntar porque ela tinha esse hábito. Ela me disse que tinha que escovar os cabelos umas 100 vezes por dia pra estimular o couro cabeludo... Eu achei a história meio sem sentido, mas entendi que ela precisava daquilo.

3. Misturas gastronômicas do tipo "ecaaaa"!
Eu já fiz muitas misturebas que parecem ser ruins, mas são bem interessantes. Exemplo: batata frita com sorvete de creme, cheetos bola com iogurte de morango, arroz com maionese, chocolate quente com pêra, cuscuz com ovo, queijo, presunto e bolo fofo... Manga com cuscuz e feijão. Crepe de carne de sol com banana... Sopa de feijão com banana. Figado de boi com jiló.

Mas o pior de todos pra mim é ver meu marido comer carne com café. Simplesmente não combina!

4. Colecionar coisas sem-sentido, como vasilhas de margarina...
Não estou fazendo apologia ao descarte indiscriminado de vasilhas. Mas ao acúmulo despropositado delas... 
Conheço gente que guarda aqueles lacres de pacotes de pão... Gente que guarda papéis do tempo do bumba. 

5. Gente que acorda cedo só pra passar mais tempo sem ter o que fazer...

6. Gente que gosta de estudar ouvindo algum barulho...

7. Gente que ama ficar em casa, e gente que não consegue ficar em casa.

8. Gente que segue as tendências da moda... Eu acho isso baita estranho! 
Considerando que muita coisa vem e vai, e que ser vintage é super cult, qual o problema de comprar uma roupa em liquidação e usar somente no ano que vem?

9. Gente que tem pânico de cortar o cabelo...
Segredo: o cabelo cresce!

10. Gente que só come comida bonita... Gente que escolhe por no prato de tudo um pouco, mas não come nada de quase tudo...

11. Gente que tem o dom de apelidar os outros! Meus irmãos estão nesta categoria!

12. Gente nova que só curte o velho. Gente velha que só quer ser novo.

13. Gente que se incomoda porque você existe... Aff!!!

14. Gente que não vê o lado bom das coisas, ou que tem sempre uma boa dificuldade pra tudo.

15. Gente que toma banho de cuia... Mesmo tendo água encanada em casa. 

16. Gente que lava os cabelos com sabão antisséptico.

17. Gente que dorme em qualquer lugar. E gente que nunca dorme!

18. Gente que gosta de tirar os pelos faciais com pinças, diariamente, todas as horas do dia.

19. Mulheres que não saem, nem no portão de casa, sem base, rímel, lápis e batom.

20. Gente que passa perfume pra ir malhar (este é extremamente irritante pra mim. Imagina malhar cedo ainda acordando, e na esteira do lado tem uma criatura usando um perfume doce e barato... Me dá logo enxaqueca).

21. Gente que usa as meias no meio da canela... 

22. Gente que usa produtos nada convencionais nos cabelos. Como abacate, azeite de oliva, mel, açúcar, ovo, vinagre...

23. Gente que não larga o celular, mas odeia atender telefonemas (me!)

Você também faz coisas estranhas... Pode até parecer meio normal, mas certamente deverá ser algo bem estranho.

Mas não é que o estranho esteja errado. Talvez só não seja o comum. Mas já pensou que chato seria se todos fizéssemos sempre as mesmas coisas? Se não ousássemos tentar alguma coisa de forma diferente? Certamente tudo seria bem chato...

Ser diferente é fascinante! Eu amo observar e aprender com as diferentes coisas que as diferentes pessoas fazem. É quando o meu mundo se completa, e abro os olhos pra outras possibilidades...






quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Sermão em Cearensês - Jansen Viana



Texto: Jansen Viana
Interpretação em Vídeo: Jansen Viana e Ângelo Magno

Chico de Luiz, um pastor cearense, foi pregar em São Paulo, contanto a historia de Nicodemos, um fariseu, Mestre da Lei que foi se encontrar com Jesus à noite , escondido. Mas é claro que Chico de Luiz tinha que ser acompanhado por um interprete que lhe fizesse ser compreendido em bom português. Abaixo de cada frase do pregador cabeça-chata, está escrito em caixa alta a respectiva interpretação. Vejam como foi o seu sermão:

- Nicodemos era um cabra bom.
- NICODEMOS ERA UM HOMEM DIGNO

- Estribado
- RICO

- Filho de família boa, daquelas que caga alfinim
- MEMBRO DE UMA FAMÍLIA TRADICIONAL, UM NOBRE DE SANGUE AZUL

- A Bíblia não diz quantos cumedozim de rapadura ele tinha
- A BÍBLIA NÃO DIZ QUANTOS FILHOS ELE TINHA

- Acho que tinha uma reca
- CREIO QUE TINHA MUITOS FILHOS

- Nem diz o nome da Dona encrenca dele,
- TAMBÉM NÃO MENCIONA O NOME DE SUA ESPOSA

- Ele era Barão.
- ELE ERA UM HOMEM IMPORTANTE

- Tinha tutano,
- INTELIGENTE

- Era torado pelos livros
- GOSTAVA MUITO DE LER

- De tanto queimar as pestanas,
- DE TANTO ESTUDAR

- Ficou safo nas leis judaicas.
- SE TORNOU UM MESTRE DA LEI

- Nicodemos tava no verme
- NICODEMOS DESEJAVA MUITO

- Para ter um lero com Jesus
- CONVERSAR COM JESUS

- Mas vivia cortando prego, por causa dos judeus.
- MAS TINHA MEDO, POR CAUSA DOS JUDEUS

- Pois se algum fiscal da vida alheia
- SE POR ACASO UMA PESSOA DE MÁ INDOLE

- Lhe brechasse
- LHE VISSE

- Prosando com Jesus
- CONVERSANDO COM JESUS

- Esse magote de corja ruim
- ESSAS PESSOAS MÁS

- Asilado por fuxico
- QUE ADORAM FOFOCAS

- Ia emprenhar pelo ouvido
- IAM ACREDITAR EM BOATOS INFUNDADOS

- E escangalhar a castanha do Nicodemos
- E DIFAMAR A REPUTAÇÃO DE NICODEMOS

- Tem pra mim
- EU ACHO

- Que era bem-empregado
- QUE SERIA BEM-FEITO

- Que um samango romano
- QUE UM SOLDADO ROMANO

- Desse um baculejo no meio da mundiça
- REVISTASSE A MULTIDÃO

- E aberturasse Nicodemos
- E O LEVANTASSE PELA GOLA DA CAMISA

- Segurando nas bitaca
- SUSPENDENDO-O PELAS GOLAS DA CAMISA

- E desse um cagaço, um rela:
- E LHE REPREENDESSE VEEMENTEMENTE

- Se oriente, sujeito!
- TENHA COMPUSTURA, HOMEM!

- Você no meio desses canelau
- VOCE MISTURADO COM PESSOAS SIMPLES

- Deixa de ser fuleiro, mah,
- NÃO SEJA TÃO RIDICULO, HOMEM

- Uma autarquia que nem você
- UM FIDALGO COMO VOCÊ

- Chei de leruati
- QUE FALA MUITO BEM, UM GRANDE ORADOR

- Tem que tá no meio dos homi.
- TEM QUE ESTAR JUNTO DAS AUTORIDADES

- Mas o cabôco era frouxo mermo
- PORÉM NICODEMOS ERA MEDROSO DE VERDADE

- Mas também era caviloso
- MAS TAMBÉM ERA ASTUTO

- Ai ele saiu no sereno
- ENTÃO ELE SAIU À NOITE

- Mode ver Jesus de moitinho
- PARA IR VER JESUS ESCONDIDO

- Mais que presépio escalafobético.
- IMAGINA A CENA ESQUISITA


- Macho véi, deixa eu vender meu peixe pra você
- QUERIDO, VOU LHE DIZER ALGO MUITO IMPORTANTE

- Vou lhe dar um pitaco
- VOU LHE DAR UM CONSELHO

- Num queira fazer a bestage
- NÃO QUEIRA FAZER A BESTEIRA

- De arremedar Nicodemos não
- DE IMITAR NICODEMOS

- Quando você tiver seco pra falar com Jesus
- QUANDO VOCÊ ESTIVER COM VONTADE DE FALAR COM JESUS

- Num se agalinhe não
- NÃO TEMA

- Vá pra ele com gosto de gás
- SE ACHEGUE A ELE COM ALEGRIA

- Porque Ele te dá mó valor
- PORQUE ELE AMA VOCÊ

- Ele te dá o maior dez
- ELE AMA VOCÊ

- Quando Nicodemos viu Jesus foi logo chaleirando.
- QUANDO NICODEMOS VIU JESUS FOI LOGO BAJULANDO

- “Sei que tu és mestre vindo de Deus” e coisa e tal
- SEI QUE TU ÉS MESTRE VINDE DE DEUS, ETC, ETC

- E ai, Jesus, só pra encardir o mulambo
- E AI JESUS, PARA PROVOCAR

- Deu bem na lata dele
- FALOU-LHE SUBITAMENTE

- E disse que pra emburacar no céu tem que nascer de novo.
- E DISSE-LHE QUE PARA ENTRAR NO CÉU TEM QUE NASCER DE NOVO

- Nicodemos sentiu a rebordosa
- NICODEMOS SENTIU O IMPACTO

- Ficou mei abirobado, mei zuruado
- FICOU MEIO DESCONCERTADO, MEIO TONTO

- E botou seu bonequinho
- E COMECÇOU A CRIAR DIFICULDADE

- E quis embarcar a bola
- E QUIS ESTRAGAR A CONVERSA

- Perguntou: Cuma?
- PERGUNTOU: COMO É ISSO?

- Má repara! Mãe emprenhar de mim de novo?
- VEJA BEM, MINHA MÃE FICAR GRÁVIDA DE MIM OUTRA VEZ?

- Cuma é que eu vou imbiocar na barriga de mãe
- COMO VOU ENTRAR NA BARRIGA DELA

- Ficar tibumgando no bucho dela
- FICAR MEGULHANDO NO SEU VENTRE

- Até ela descansar de mim de novo?
- ATÉ ELA ME DAR A LUZ NOVAMENTE, NASCER OUTRA VEZ?

- Parir um cabra do meu tamanho
- UM PARTO DE UM BEBE DO MEU TAMANHO

- Haja galinha para tirar o resguardo dela
- SERÁ PRECISO MUITO ALIMENTO ADEQUADO PARA O PERÍODO PÓS-PARTO

- Sou nem ovo gôro, incruado
- NÃO SOU UM ABORTO, EU CRESCI

- Jesus deu-lhe um carão
- JESUS LHE REPREENDEU

- Só no curu mermo!
- VOCÊ NÃO ENTENDEU

- Você é o mestre mais cangueiro de Israel
- VOCÊ É O MESTRE MAIS IGNÓBIL DE ISRAEL

- Rebolou no mato toda a tua sabença
- JOGOU FORA TODA A SUA SABEDORIA

- Agora pronto!
- ESTOU INDIGNADO

- Mar menino!
- ORA BOLAS

- Se eu tô dizendo que tem precisão de nascer de novo é porque tem.
- EM VERDADE, EMVERDADE TE DIGO QUE É NECESSÁRIO NASCER DE NOVO

- Te alui.
- FIQUE ESPERTO

- Cube o vento
- OBSERVE O VENTO

- Tu não sabe onde o vento faz a curva, pomba-lesa
- VOCE NÃO SABE DE ONDE ELE VEM, NEM PARA ONDE VAI, INOCENTE

- Se eu falo de coisa buga você não acredita
- SE EU FALO DE COISAS SIMPLES VOCÊ NÃO ACREDITA

- Tem é Zé pra você acreditar nas do céu.
- MAIS DIFICIL SERÁ PARA VOCÊ CRER NAS COISAS CELESTIAIS

- Igí, home.
- VEJA, HOMEM

- Ispia pra serpente que Moisés arribou no deserto
- OLHE PARA A SERPENTE QUE MOISÉS LEVANTOU NO DESERTO

- Ela é pau-a-pau comigo
- ELA É SEMELHANTE A MIM

- Para que as negada tudim que crer em mim
- PARA QUE TODOS OS QUE CREREM EMMIM


- Não se lasque
- NÃO PEREÇA

- Mas tenha a vida eterna
- MAS TENHA A VIDA ETERNA

- Então se apulume, major
- ENTÃO CONCERTE A SUA VIDA, RAPAZ

- Que você não caga alfazema
- VOCÊ NÃO É MAIOR QUE NINGUEM

- Nem é um jumento sem mãe
- NEM É MENOR QUE NINGUEM

- Com Jesus não tem quem Bote Banca
- COM JESUS NÃO EXISTEM PRIVILEGIADOS

- Nem quem seje Pebado pro resto da vida
- NEM QUEM ESTEJA CONDENADO PARA SEMPRE

- Jesus diz que salva nós tudim
- JESUS DISSE QUE SALVA A TODOS

- Pode ser o maior fuleirage que só quer ser as prega
- PODE UM POBRE ARROGANTE QUE POSA DE RICO

- Um Caba véi Rabo-de-burro
- UM VELHO PLAYBOY SEM VERGONHA

- Um mói-de-chifre sofredor
- ALGUÉM QUE JÁ FOI TRAIDO E SE SENTE INCONSOLÁVEL

- Pustema da peste e Carne de Tetéu
- GENTE RUIM E SUPER INTOLERANTE

- Ou um pitéu espilicute
- OU UMA MENINA BONITA E FACEIRA

- Uma cutrovia apresentada
- UMA MULHER DE MÁ FAMA QUE GOSTA DE SE EXIBIR

- Seja que diabo você for
- SEJA QUEM VOCÊ FOR

- Jesus tá lhe rendo
- JESUS ESTÁ VENDO VOCÊ

- E pode parar de botar boneco
- DEIXE DE TANTA CONFUSÃO

- Sei que você só tem arrocho
- SEI QUE ESSA SUA REJEIÇÃO É SÓ DE BOCA PRA FORA

- O Espírito Santo está amolegando o seu coração
- O ESPÍRITO SANTO ESTÁ AMACIANDO O SEU CORAÇÃO

- Você não é Barroso, que eu sei
- VOCÊ NÃO É TÃO DURÃO ASSIM, EU SEI DISSO

- Peça penico
- DESISTA DESSA POSTURA

- Avia!
- APRESSE, LIGEIRO VAMOS!

- Não ripune Jesus
- NÃO REJEITE A JESUS

- Tope com Ele nesse instante
- ACEITE-O AGORA

- Não queira ser o fona
- NÃO DEIXE PARA DEPOIS, NÃO QUEIRA SER O ÚLTIMO

- E sua vida vai ser só o mii
- E SUA VIDA SERÁ MARAVILHOSA

- E só vai dar pra sua radiola.
- E VOCÊ SERÁ FELIZ.


- Deus te dê fustuna
- DEUS ABENÇOE VOCÊ
Jansen Viana

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Ele sabe dizer que sou linda

Diário de uma cearense que ama um homem das cavernas...

A grande maioria das mulheres teria dificuldade de conviver com este perfil de homem. Eu não. Pra falar a verdade esse jeitinho não lapidado dele me diverte.

Nos conhecemos em 2005, numa viagem missionária de ação social. E eu era assim:

Cabelos cacheados, longos, rotinho bochechudo e fofinha.

Em todos os três anos que sucederam o nosso namoro e noivado eu mantive exatamente o mesmo estilo de cabelo. Cor natural, cacheado e longo. Praticamente sem corte definido.

Um dia resolvi fazer uma simples escovinha. O único objetivo era ficar mais arrumadinha pro casamento de uma das minhas amigas.

Gente, eu não sei de onde ele tirou que eu tinha pintado o cabelo. Sério! Como foi que ele viu isso?


 Depois resolvi que ficaria loira. Putz! Pense no planejamento. Pesquisei técnica, cor e preços. Pedi referências de bons profissionais (foi quando conheci a Lorena). E executei a mudança de look!

Foi um choque, de início, mas eu amei o resultado. Tanto que há quatro anos eu mantenho o tom de cabelo mais claro.
 Obviamente que o meu maridinho tinha que deixar sua marca. E que viria um comentário extremamente relevante sobre o visual adquirido.

Primeiro ele disse que eu estava parecendo uma surfista do Titanzinho que passa parafina nos cabelos. Depois foi piorando. "Lora Jane", "Lora Fogoió"... Perguntei se ele tinha gostado e ele me respondeu que pra ele não fazia diferença, desde que eu andasse "penteadinha"... Pode? Pense num marido exigente! #SQN

Outro dia fiz a sobrancelha com henna. Ele olhou pra mim aterrorizado e comentou que havia algo de assustador no meu rosto.

Esta semana, por motivos já publicados neste blog, eu mudei novamente o meu corte de cabelo. Os comentários do meu amor foram os seguintes:

"Pescoçuda"
"Cabecinha de capacete"
"Tá parecendo a TinaTunner"
"Por que está com o cabelo do Justin Bieber?"

Bom, ele adora implicar comigo e quanto mais eu me irritar mais ele inventa apelido pra mim. Eu já entendi que entrar na brincadeira é sempre a melhor opção. E mesmo com todas formas criativas de mangar da minha pessoa ele nunca ousou ser ofensivo ou desrespeitoso comigo.

No final das contas aquilo que seria motivo para uma briga sem fim se torna uma diversão inocente e engraçada. E eu, boba, continuo apaixonada por ele.