domingo, 8 de fevereiro de 2015

Ele sabe dizer que sou linda

Diário de uma cearense que ama um homem das cavernas...

A grande maioria das mulheres teria dificuldade de conviver com este perfil de homem. Eu não. Pra falar a verdade esse jeitinho não lapidado dele me diverte.

Nos conhecemos em 2005, numa viagem missionária de ação social. E eu era assim:

Cabelos cacheados, longos, rotinho bochechudo e fofinha.

Em todos os três anos que sucederam o nosso namoro e noivado eu mantive exatamente o mesmo estilo de cabelo. Cor natural, cacheado e longo. Praticamente sem corte definido.

Um dia resolvi fazer uma simples escovinha. O único objetivo era ficar mais arrumadinha pro casamento de uma das minhas amigas.

Gente, eu não sei de onde ele tirou que eu tinha pintado o cabelo. Sério! Como foi que ele viu isso?


 Depois resolvi que ficaria loira. Putz! Pense no planejamento. Pesquisei técnica, cor e preços. Pedi referências de bons profissionais (foi quando conheci a Lorena). E executei a mudança de look!

Foi um choque, de início, mas eu amei o resultado. Tanto que há quatro anos eu mantenho o tom de cabelo mais claro.
 Obviamente que o meu maridinho tinha que deixar sua marca. E que viria um comentário extremamente relevante sobre o visual adquirido.

Primeiro ele disse que eu estava parecendo uma surfista do Titanzinho que passa parafina nos cabelos. Depois foi piorando. "Lora Jane", "Lora Fogoió"... Perguntei se ele tinha gostado e ele me respondeu que pra ele não fazia diferença, desde que eu andasse "penteadinha"... Pode? Pense num marido exigente! #SQN

Outro dia fiz a sobrancelha com henna. Ele olhou pra mim aterrorizado e comentou que havia algo de assustador no meu rosto.

Esta semana, por motivos já publicados neste blog, eu mudei novamente o meu corte de cabelo. Os comentários do meu amor foram os seguintes:

"Pescoçuda"
"Cabecinha de capacete"
"Tá parecendo a TinaTunner"
"Por que está com o cabelo do Justin Bieber?"

Bom, ele adora implicar comigo e quanto mais eu me irritar mais ele inventa apelido pra mim. Eu já entendi que entrar na brincadeira é sempre a melhor opção. E mesmo com todas formas criativas de mangar da minha pessoa ele nunca ousou ser ofensivo ou desrespeitoso comigo.

No final das contas aquilo que seria motivo para uma briga sem fim se torna uma diversão inocente e engraçada. E eu, boba, continuo apaixonada por ele.





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