quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Taxistas em Buenos Aires

Diário de uma cearense na Argentina:

Este acontecido é um dos antigos, daqueles que estava devendo escrever... Aí vai!

Muita coisa pode acontecer quando três amigas sem juízo resolvem viajar sozinhas. E resolvemos mesmo. Praticamente do dia pra noite conversamos sobre o assunto, pesquisamos passagens e compramos o pacote.

Otimo! No problem... Em menos de 50 dias estaríamos em Buenos Aires. As três! E nenhuma das três falava espanhol.

Em Fortaleza mesmo contratamos um transfer que nos levasse do aeroporto ao hotel...

Quando chegamos esperávamos um carro de turismo, no entanto era um taxista que nos aguardava.

Nem lembro o seu nome... Mas lembro como era. Alto, forte, bigodão, parecia o Leoncio do desenho Pica-pau... Uma figura meio asquerosa. Fumante hard profile! E gaiato...

Começou falando muito simpático, entusiasmado... Sentimos logo que o rumo da prosa não era das melhores. Imediatamente começamos a estratégia mais adequada pra estas situações...

Minha amiga, mais discreta que eu, disse logo: "rapaz, nós temos marido no Brasil. Somos de um estado que só tem cabra macho, e que resolve as coisas na base da peixeira!"

O argentino não entendia nada... Então ela começou a gesticular, fingindo ter em mãos uma faca (quase do tamanho da espada do He-man), insinuando cortar o que o maluvino homem tinha de precioso... Acho que acreditou! Ficou caladinho o resto do percurso inteiro.

Mas esse foi só o primeiro episódio... Sofremos com táxi... 

Imagina que em uma das noites, quando estávamos saindo de um restaurante, fomos pedir o táxi pra voltar por hotel. 

Tinha um vago parado bem à frente do restaurante... Tomo a frente e pergunto: "está livre?"... O "criatura" me responde: "estou, me divorciei
 há duas semanas!" #nosense

E ainda teve outras situações nos quatro dias em que estivemos passeando por lá.

Hoje imagino que a maior parte do que aconteceu deveu-se ao nosso portunhol "mal-dizido"...

Fazer o quê?







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